De uma comunidade no interior de São Paulo à presidência global da Oakley.

A ARTE DE NÃO CABER.

Fotografia original de Caio Amato

Durante muito tempo, eu senti que não cabia em lugar nenhum.

Hoje, depois de mais de 25 anos trabalhando com algumas das marcas mais influentes do planeta, percebo que aquela sensação de não pertencer acabou se transformando na força que guiou minha vida.

Esta não é apenas uma história sobre negócios, marcas ou inovação.

É uma história sobre acreditar no improvável, desafiar convenções e descobrir que as nossas maiores diferenças podem se transformar nas nossas maiores forças.

Mococa, São Paulo | As origens

CAPÍTULO 01 — O MENINO QUE NÃO CABIA

Fotografia fornecida por Caio Amato para o capítulo O menino que não cabia

Nasci e cresci em Mococa, no interior de São Paulo.

Aos doze anos, eu pesava mais de 130 quilos. Sofria bullying, tinha dificuldade de encontrar meu lugar e carregava uma sensação constante de não pertencer.

Durante muito tempo, tudo o que eu queria era ser aceito.

Foi o futebol que começou a transformar minha vida.

Passei a jogar bola obsessivamente, chegando a jogar quatro vezes por dia. O que começou como uma tentativa de enfrentar o preconceito se transformou em uma descoberta sobre quem eu poderia ser.

O esporte me deu amigos, confiança, disciplina e, principalmente, pertencimento.

Anos depois, compreendi que aquela experiência havia definido minha missão de vida: inspirar pessoas a transformar suas vidas através da humanidade, do esporte e da coragem de fazer diferente.

“O esporte não mudou apenas meu corpo. Mudou aquilo que eu acreditava ser possível para minha vida.”

Timberland | O início da carreira

CAPÍTULO 02 — A DESCOBERTA DO PODER DAS MARCAS

Minha entrada no mundo corporativo não foi resultado de um plano perfeitamente desenhado.

Depois de uma breve passagem pela Física na Unicamp, comecei a descobrir um universo que conectava negócios, cultura, comportamento e identidade.

Na Timberland, tive contato com uma marca que representava muito mais do que os produtos que vendia.

Era uma marca com uma história, um conjunto de valores e uma comunidade que acreditava naquilo que ela representava.

Ali comecei a compreender uma das ideias que mais influenciariam minha carreira: marcas extraordinárias não vendem apenas produtos. Elas representam crenças, identidades e maneiras de enxergar o mundo.

Mizuno | Performance, produto e inovação

CAPÍTULO 03 — TECNOLOGIA PRECISA DE SIGNIFICADO

Mizuno Wave Prophecy

Na Mizuno, encontrei a oportunidade de unir minha paixão pelo esporte à construção de marcas e negócios.

Foi ali que comecei a trabalhar mais profundamente com produtos de alta performance e tecnologias que buscavam transformar a experiência dos atletas.

Projetos relacionados às plataformas Wave Creation e Wave Prophecy me aproximaram da relação entre engenharia, design e desejo.

Aprendi que a tecnologia, por mais extraordinária que seja, não gera valor sozinha.

Ela precisa ser compreendida, desejada e transformada em uma história que faça sentido para as pessoas.

Foi um aprendizado que levaria comigo para todos os grandes projetos que viriam depois.

“Inovação só se transforma em valor quando as pessoas conseguem pertencer a elas.”

2013 | adidas Running

CAPÍTULO 04 — SPRINGBLADE: UMA IDEIA BRASILEIRA PARA O MUNDO

adidas Springblade — imagem fornecida por Caio

Um dos projetos mais especiais da minha trajetória foi o adidas Springblade.

Naquele momento, a indústria de calçados de corrida estava acostumada a competir por pequenas evoluções em amortecimento, materiais e performance.

Nossa ambição era desafiar essa lógica.

O Springblade nasceu de uma necessidade identificada no mercado brasileiro e se transformou em um projeto de inovação global da adidas, desenvolvido ao longo de aproximadamente seis anos.

Em vez de uma entressola convencional, o produto utilizava 16 lâminas individuais de polímero, projetadas para absorver e devolver energia durante a corrida.

Era um produto radicalmente diferente de tudo o que as pessoas estavam acostumadas a ver.

Como responsável por Running na adidas Brasil naquele período, participei da jornada de concepção e desenvolvimento do produto, conectando as necessidades do consumidor brasileiro ao trabalho de inovação e engenharia da marca.

Mas, para mim, o maior desafio não era apenas desenvolver uma tecnologia diferente.

Era transformar aquela inovação em algo que despertasse curiosidade, desejo e imaginação.

O Springblade representava uma nova maneira de pensar o design esportivo. Um produto que não precisava explicar que era diferente: bastava olhar para ele.

O lançamento, em 2013, tornou-se um momento importante para a adidas Running e para minha formação como líder.

Ali compreendi que algumas das melhores oportunidades de negócio nascem quando temos coragem de desafiar aquilo que uma indústria considera normal.

“Uma grande inovação não precisa apenas funcionar. Precisa fazer as pessoas sentirem que estão diante de algo que nunca viram antes.”

2014 | adidas Football Brasil

CAPÍTULO 05 — COPA DO MUNDO: QUANDO O FUTEBOL ENCONTRA A CULTURA

adidas × Brasil WC14 — imagem fornecida por Caio

Chegar à adidas representou uma oportunidade de trabalhar com uma das marcas mais importantes da história do esporte.

Na liderança da unidade de futebol no Brasil, tive a oportunidade de participar da preparação e realização da Copa do Mundo de 2014.

O desafio era extraordinário.

Estávamos trabalhando em um dos países mais apaixonados por futebol do planeta, durante um dos maiores eventos esportivos do mundo.

Cada campanha, produto, atleta e ativação tinha potencial para fazer parte de uma conversa nacional.

Foi uma experiência intensa, que me ensinou sobre liderança, pressão, competição e, principalmente, sobre a capacidade do esporte de conectar milhões de pessoas através de uma emoção compartilhada.

O futebol que havia transformado minha infância agora fazia parte da minha missão profissional.

2016 | Diretor de Marketing adidas Brasil

CAPÍTULO 06 — RIO 2016: A CORAGEM DE JOGAR UM JOGO DIFERENTE

Olimpíadas adidas — imagem fornecida por Caio

Em 2016, tive a oportunidade de liderar o marketing da adidas no Brasil durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Era um dos maiores palcos esportivos do planeta, mas também um dos ambientes de marketing mais complexos que eu já havia enfrentado.

A adidas não era patrocinadora oficial dos Jogos, o que significava que enfrentávamos importantes restrições de comunicação e associação comercial ao evento.

Enquanto grandes patrocinadores investiam fortunas para ocupar os espaços oficiais, precisávamos encontrar uma maneira diferente de participar da conversa.

Minha pergunta era simples: e se, em vez de tentar comprar a atenção das pessoas, conseguíssemos fazer com que elas próprias contassem nossa história?

Foi assim que começamos a construir uma estratégia que combinava influenciadores, atletas, entretenimento e criatividade.

Rio 2016 | Criadores e cultura

CASE 06.1 — O PLANO DE INFLUENCIADORES

Naquele momento, a indústria ainda tratava muitos influenciadores como canais de distribuição de publicidade.

Eu acreditava que estávamos olhando para eles da maneira errada.

Em vez de contratar criadores para reproduzir mensagens publicitárias, decidimos dar liberdade para que interpretassem o universo olímpico com sua própria linguagem.

Trabalhamos com criadores como Kéfera, Júlio Cocielo, Igão e Desimpedidos, entre outros.

O resultado foi uma abordagem muito mais espontânea, divertida e próxima do público jovem.

Lembro de conteúdos que reinterpretavam modalidades olímpicas de maneira completamente inesperada.

Tênis de mesa virava tênis em cima de uma mesa. Polo aquático se transformava em polo embaixo do chuveiro.

Era irreverente, autêntico e compartilhável.

Segundo nossas medições da época, conseguimos gerar um volume de conteúdo de influenciadores 12 vezes maior que o da Nike, sem depender de mídia paga para impulsionar essas publicações.

A experiência reforçou uma das minhas maiores convicções: não é possível construir relevância cultural tentando controlar a cultura.

É preciso confiar nas pessoas que fazem parte dela.

Rio 2016 | It’s Forever or Never

CASE 06.2 — ARTHUR ZANETTI: O FILME QUE NASCEU DE UMA CONVERSA

Arthur Zanetti nas argolas com a paisagem do Rio de Janeiro ao fundo

Uma das histórias mais marcantes da minha carreira começou em um jantar com Arthur Zanetti.

Durante nossa conversa, Arthur compartilhou sua frustração com a falta de reconhecimento e apoio que muitos atletas brasileiros enfrentavam, mesmo dedicando suas vidas ao esporte.

Aquilo me marcou profundamente.

Eu não queria criar mais uma campanha mostrando um atleta treinando e competindo.

Queria produzir algo que expressasse a dimensão de seu esforço, sua coragem e a grandeza de seu sonho.

Foi assim que nasceu a ideia de um filme em que Arthur realizaria movimentos nas argolas suspenso sobre uma das paisagens mais icônicas do Rio de Janeiro, com o Pão de Açúcar ao fundo.

Também exploramos imagens de Mayra Aguiar na Pedra da Gávea.

Era uma produção extremamente ambiciosa.

Durante as filmagens aéreas, estive no helicóptero e vivemos um momento de tensão quando a aeronave passou perigosamente perto de um cabo.

Aquele projeto me ensinou muito sobre coragem criativa, responsabilidade e os riscos que acompanham ideias verdadeiramente diferentes.

Segundo os resultados que acompanhamos, o filme alcançou aproximadamente 60 milhões de visualizações e permaneceu por muitos anos como um dos conteúdos mais assistidos da história da adidas.

Mas o que mais me orgulha não é esse número.

É saber que uma conversa humana, uma história de superação e a vontade de reconhecer um atleta deram origem a algo que emocionou milhões de pessoas.

MATERIAIS COMPLEMENTARES A FORNECER — Vídeo original da campanha — aguardando link e autorização para incorporação; fotografia de Mayra Aguiar na Pedra da Gávea.

Rio 2016 | Símbolos e pertencimento

CASE 06.3 — #VEJOTRÊSLISTRAS

Talvez uma das iniciativas mais ousadas daquele período tenha sido a campanha #VejoTrêsListras.

Sabíamos que as regras olímpicas limitavam a exposição comercial de marcas não patrocinadoras oficiais.

Em vez de simplesmente aceitar essa restrição como uma barreira, começamos a procurar uma solução criativa.

Durante aproximadamente seis meses, produzimos conteúdos com atletas nos quais as três listras da adidas apareciam de maneira sutil e inesperada.

Às vezes estavam escondidas na arquitetura. Em outras ocasiões, apareciam em objetos, cenários ou elementos aparentemente insignificantes.

A ideia era criar uma presença visual que as pessoas pudessem descobrir por conta própria.

Quando chegou o período olímpico, entramos em contato com Cid, do Não Salvo, para estimular uma conversa sobre aquelas aparições aparentemente subliminares das três listras.

Em vez de lançar uma campanha convencional, criamos uma dinâmica em que o público começava a procurar os símbolos nas imagens.

As pessoas deixavam de ser apenas espectadoras e passavam a participar da história.

Foi uma iniciativa que envolveu riscos criativos e decisões difíceis, dentro de um ambiente de restrições comerciais e regulatórias.

Um dos momentos mais especiais aconteceu quando eu estava com a família de Arthur Zanetti e vimos a televisão mostrar as três marcas que ele associava ao pai, à mãe e ao irmão.

Naquele instante, as três listras deixaram de ser apenas um símbolo comercial e se conectaram a uma história profundamente humana.

Para mim, esse projeto representa a essência do branding em que acredito.

“As marcas mais poderosas não são aquelas que conseguem aparecer mais. São aquelas que conseguem significar mais.”

Alemanha | Liderança global de Running, Training e Women’s

CAPÍTULO 07 — DA ADIDAS BRASIL PARA O MUNDO

Depois de anos no Brasil, chegou a oportunidade de assumir responsabilidades globais na adidas, na Alemanha.

Passei a trabalhar com categorias como Running, Training e Women’s, conectando inovação de produto, posicionamento, marketing e desenvolvimento de negócios em diferentes mercados.

Era um universo completamente novo.

Precisava aprender a liderar em diferentes culturas, compreender consumidores com expectativas distintas e construir estratégias capazes de funcionar globalmente sem perder relevância local.

Foi nesse período que amadureci uma ideia central para minha filosofia de liderança: o futuro de uma marca não está apenas nos produtos que ela desenvolve, mas nas comunidades, experiências e crenças que consegue construir.

adidas Global | Comunidade e cultura

CAPÍTULO 08 — ADIDAS RUNNERS: PERTENCER É MAIS IMPORTANTE DO QUE CORRER

adidas Runners — imagem fornecida por Caio

Um dos capítulos mais importantes da minha passagem pela adidas foi a construção de uma nova relação entre a marca e a cultura da corrida.

Projetos como adidas Runners e Ultraboost ajudaram a ampliar o significado do running, conectando performance, estilo de vida, comunidade e pertencimento.

A ideia era simples, mas poderosa.

Correr não precisava ser apenas uma atividade individual ou uma busca por performance.

Poderia ser uma maneira de encontrar pessoas, construir identidade e fazer parte de algo maior.

Para mim, essa visão tinha um significado especial.

O esporte havia mudado minha vida quando eu era criança.

Agora, eu tinha a oportunidade de trabalhar em iniciativas capazes de criar experiências semelhantes para milhares de outras pessoas.

Ultraboost - a maior franquia de corrida dos últimos 15 anos. Quem disse que um calçado não pode ser performance e bonito ao mesmo tempo?

adidas Ultraboost

adidas Global | 4D, Parley e Run for the Oceans

CAPÍTULO 09 — INOVAÇÃO COM PROPÓSITO

adidas × Parley — imagem fornecida por Caio

Durante minha jornada na adidas, participei de uma era de experimentação em que o futuro do esporte começava a ser reinventado por novas tecnologias e novas formas de pensar.

Projetos relacionados ao adidas 4D mostravam como engenharia, materiais e design poderiam desafiar convenções estabelecidas.

Iniciativas como Parley e Run for the Oceans ampliavam essa visão ao conectar inovação, sustentabilidade e mobilização coletiva.

Essas experiências reforçaram algo em que sempre acreditei: as melhores inovações não respondem apenas a necessidades existentes.

Elas desafiam aquilo que as pessoas acreditavam ser possível.

Foi nesse ambiente que minha filosofia de liderança começou a ganhar forma.

MATERIAIS COMPLEMENTARES A FORNECER — adidas 4D; Run for the Oceans.

adidas 4D

Califórnia | O início de uma nova transformação

CAPÍTULO 10 — OAKLEY: UMA MARCA QUE TAMBÉM NÃO CABIA

Quando cheguei à Oakley, senti algo diferente.

Era uma marca que parecia compartilhar muitas das contradições que haviam acompanhado minha própria vida.

Uma marca que não queria ser igual às outras, que desafiava padrões e que havia construído sua identidade sobre a coragem de fazer o que parecia impossível.

A sede da Oakley na Califórnia, conhecida como bunker, parecia materializar aquela filosofia.

Mais do que um escritório, era um monumento à imaginação, à engenharia e à rebeldia criativa.

Mas a Oakley também enfrentava um desafio: como recuperar a força cultural, a capacidade de inovação e o espírito disruptivo que a haviam transformado em um ícone global?

Encontrei ali um propósito que ia muito além de vender óculos.

Queria ajudar a Oakley a voltar a ser uma marca capaz de inspirar as pessoas a imaginar o impossível.

“Define problems. Find solutions. Wrap them in art.” — OAKLEY

Transformação global de marca e negócio

CAPÍTULO 11 — OAKLEY RENAISSANCE: REINVENTAR SEM PERDER A ALMA

Oakley Renaissance — imagem fornecida por Caio

A transformação que lideramos ficou conhecida como Oakley Renaissance.

Nossa ambição não era simplesmente modernizar a marca.

Era recuperar sua essência mais profunda e projetá-la para uma nova geração.

Isso significava reconectar a Oakley com suas origens: design radical, tecnologia proprietária, cultura esportiva e uma crença quase obsessiva de que tudo poderia ser reinventado.

Revisitamos códigos históricos, fortalecemos a identidade da marca e aproximamos novamente engenharia, criatividade, produto e narrativa.

O resultado foi uma jornada de crescimento, com cinco anos consecutivos de recordes de vendas, acompanhada de uma renovação da relevância cultural da Oakley.

Mas o maior resultado, para mim, não estava apenas nos números.

Estava em demonstrar que uma marca pode crescer comercialmente sem abandonar aquilo que a torna única.

Oakley | Entretenimento, design e storytelling

CAPÍTULO 12 — FUTURE GENESIS: CRIAR O FUTURO EM VEZ DE PREVÊ-LO

Oakley Future Genesis — imagem fornecida por Caio

Com Future Genesis, nossa ambição era construir algo maior do que uma campanha publicitária.

Queríamos criar um universo narrativo capaz de conectar o legado da Oakley ao futuro que imaginávamos para o esporte, a tecnologia e a humanidade.

Inspirados pelo espírito visionário de personagens e histórias que fizeram parte da construção da marca, desenvolvemos uma plataforma criativa em que design, entretenimento, produto e imaginação poderiam coexistir.

O objetivo era fazer com que a Oakley deixasse de apenas apresentar inovações e passasse a contar histórias sobre o mundo que essas inovações poderiam criar.

Essa foi uma das expressões mais claras da minha filosofia.

“Nós não prevemos o futuro. Nós o criamos.”

2025 | Inteligência artificial e tecnologia vestível

CAPÍTULO 13 — OAKLEY X META: O NASCIMENTO DA ATHLETIC INTELLIGENCE

Oakley Meta — imagem fornecida por Caio

A parceria entre Oakley e Meta representou um dos momentos mais importantes da minha jornada profissional.

Durante décadas, os óculos foram vistos principalmente como instrumentos de proteção, correção visual ou expressão estética.

Nossa ambição era ajudar a expandir esse significado.

Com Oakley Meta, passamos a explorar uma nova categoria de produtos que conecta inteligência artificial, visão, esporte e experiência humana.

O lançamento do Oakley Meta HSTN, seguido pelo Vanguard, abriu novas possibilidades para a relação entre atletas e tecnologia, com recursos de captura de imagem, áudio, conectividade e informações em tempo real.

Para mim, o significado desse projeto vai além do produto.

Ele representa a possibilidade de transformar a tecnologia em uma extensão das capacidades humanas.

Engenharia óptica e exploração espacial

CAPÍTULO 14 — OAKLEY X AXIOM SPACE: A INOVAÇÃO CHEGA À LUA

Oakley × Axiom Space — imagem fornecida por Caio

Durante muito tempo, marcas esportivas desenvolveram produtos para ajudar atletas a superar os limites humanos na Terra.

Mas e se pudéssemos aplicar essa mesma obsessão por performance a um dos ambientes mais extremos imagináveis?

A colaboração entre Oakley e Axiom Space levou a engenharia óptica da marca ao desenvolvimento de um sistema de viseira para trajes espaciais destinados às futuras missões lunares do programa Artemis.

Era a oportunidade de aplicar décadas de conhecimento em proteção visual, materiais e engenharia a desafios muito diferentes daqueles encontrados nos esportes tradicionais.

Esse projeto sintetiza uma das ideias que mais me inspiram: não devemos permitir que a categoria em que atuamos defina os limites daquilo que podemos criar.

Oakley | Travis Scott, Mbappé, Mahomes e uma nova geração

CAPÍTULO 15 — CONSTRUIR ÍCONES: ESPORTE, CULTURA E ENTRETENIMENTO

Oakley × Travis Scott — imagem fornecida por Caio

Outra dimensão fundamental da transformação da Oakley foi aproximar a marca de personalidades capazes de representar seus valores de maneiras autênticas.

Trabalhamos em iniciativas envolvendo nomes como Travis Scott, Kylian Mbappé, Patrick Mahomes, Jaylen Brown e Mikaela Shiffrin, conectando universos que vão do esporte de elite à música, à moda e ao entretenimento.

Cada colaboração representava uma oportunidade de criar significado e ampliar a relevância da marca para diferentes comunidades.

Minha convicção sempre foi que uma parceria extraordinária não acontece simplesmente quando duas marcas ou personalidades compartilham visibilidade.

Ela acontece quando compartilham crenças.

“As pessoas não compram apenas produtos. Elas compram valores e aquilo em que acreditam.”

MATERIAIS COMPLEMENTARES A FORNECER — Fotografias oficiais das colaborações Oakley com Mbappé, Mahomes, Jaylen Brown e Mikaela Shiffrin.

Oakley e Kylian Mbappé

2025–2026 | Global President Oakley & Sports Hub

CAPÍTULO 16 — A PRESIDÊNCIA GLOBAL: LIDERAR SEM DEIXAR DE SONHAR

Assumir a presidência global da Oakley e do Sports Hub da EssilorLuxottica, incluindo Costa, Bliz e Native, representou um dos maiores marcos da minha trajetória.

Era uma responsabilidade extraordinária, mas também um desafio pessoal.

Ao longo da minha carreira, aprendi que liderar não significa ter todas as respostas.

Significa criar as condições para que pessoas extraordinárias encontrem soluções que individualmente pareciam impossíveis.

Na Oakley, essa filosofia ganhou uma dimensão especial.

Ao lado de equipes criativas, engenheiros, atletas e líderes de diferentes partes do mundo, buscamos construir uma cultura em que imaginação e execução não fossem forças opostas.

Uma cultura em que o futuro pudesse ser imaginado com ousadia e entregue com disciplina.

“Design for the future. Deliver to the present.”

2026 em diante | Empreendedorismo, branding e liderança

CAPÍTULO 17 — UM NOVO CAPÍTULO: OTAMA

Depois de mais de 25 anos trabalhando com algumas das marcas mais influentes do mundo, comecei a refletir sobre qual deveria ser meu próximo capítulo.

Ao longo dessa jornada, tive a oportunidade de participar de projetos extraordinários, liderar transformações e aprender com pessoas que redefiniram suas indústrias.

Mas percebi que o maior valor dessas experiências não estava apenas naquilo que havíamos construído.

Estava no conhecimento, nas conexões e nas possibilidades que elas poderiam abrir para outras pessoas e organizações.

É dessa reflexão que nasce a OTAMA: uma plataforma dedicada a transformar visão, pertencimento e inovação em valor.

Por meio de branding, consultoria estratégica, esporte, entretenimento, palestras, conselhos e mentoria, quero ajudar líderes e organizações a construir aquilo que ainda não existe.

Não para reproduzir fórmulas do passado, mas para desafiar convenções e imaginar novas possibilidades.

O propósito por trás de toda a jornada

CAPÍTULO 18 — A ARTE DE NÃO CABER

Fotografia pessoal de Caio Amato

Quando olho para trás, vejo uma história que jamais poderia ter planejado.

O menino que pesava mais de 130 quilos e sentia que não cabia em lugar nenhum encontrou no esporte uma maneira de transformar sua própria vida.

Anos depois, aquele mesmo menino teria a oportunidade de participar de Copas do Mundo, Jogos Olímpicos, construir comunidades globais de corredores, liderar uma das marcas mais disruptivas do planeta e trabalhar em tecnologias que conectam inteligência artificial, performance humana e exploração espacial.

Mas, apesar de tudo o que mudou, minha motivação continua sendo a mesma.

Quero ajudar pessoas a acreditar que podem ir além daquilo que o mundo espera delas.

Porque, no fim, descobri que não caber nunca foi meu maior problema.

Foi a minha maior oportunidade.

KEEP PEOPLE INSPIRED.

“Transformar visão, pertencimento e inovação em valor.”